
Se me quiseres magoar, rasga o meu corpo com um punhal. Crava-me desenhos de sangue na pele. Marca a ferro quente o teu amor. Tira-me o ar e faz-me rir. Faz-me cantar uma melodia muda, de gritos de prazer por tanta dor. Amarra-me as asas e faz-me cair. Ou deixa-me sozinha a tropeçar em mim, sem ti.
Se me quiseres ver a sofrer, faz magia com outra mulher. Lança feitiços sem destino. Navega pelas veias dos outros corpos. Canta poesia a lua e tapa-me os ouvidos. Conta as estrelas e esquece-te de mim. Pede desejos e deseja-me assim. Ou vira costas ao caminho que desenhei e marca o teu passo solitário mas mais forte do que qualquer sonho que eu pintei.
Se me quiseres matar, esquece-te de mim. Deixa-me sangrar ate a ultima gota e vê, aprecia, goza. Troca-me o nome. Enterra-me viva. Tranca-me dentro de ti e deita fora as chaves. Torna os meus sonhos em pesadelos. Deixa-me caída com as asas amarradas. Confunde-me os sentidos. Deixa de berrar e deixa-me a berrar sozinha.
Se me quiseres magoar tanto para me matares de sofrimento. Sai a correr e inventa uma desculpa. E não voltes.
Mas se algum dia me quiseres ver feliz, deixa-te ser o meu sonho. Deixa-me pintar em ti aquilo que sou. Marcado a lápis de cor. Um desenho de crianças. De amor. Se te disserem que é parvoíce, que sou louca. Não os desmintas, deixa a minha loucura ser reconhecida.
Se me quiseres ver a sofrer, faz magia com outra mulher. Lança feitiços sem destino. Navega pelas veias dos outros corpos. Canta poesia a lua e tapa-me os ouvidos. Conta as estrelas e esquece-te de mim. Pede desejos e deseja-me assim. Ou vira costas ao caminho que desenhei e marca o teu passo solitário mas mais forte do que qualquer sonho que eu pintei.
Se me quiseres matar, esquece-te de mim. Deixa-me sangrar ate a ultima gota e vê, aprecia, goza. Troca-me o nome. Enterra-me viva. Tranca-me dentro de ti e deita fora as chaves. Torna os meus sonhos em pesadelos. Deixa-me caída com as asas amarradas. Confunde-me os sentidos. Deixa de berrar e deixa-me a berrar sozinha.
Se me quiseres magoar tanto para me matares de sofrimento. Sai a correr e inventa uma desculpa. E não voltes.
Mas se algum dia me quiseres ver feliz, deixa-te ser o meu sonho. Deixa-me pintar em ti aquilo que sou. Marcado a lápis de cor. Um desenho de crianças. De amor. Se te disserem que é parvoíce, que sou louca. Não os desmintas, deixa a minha loucura ser reconhecida.
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