Bati a porta como se algo de grave se tratasse, puxei a cadeira e coloquei-a encostada para que ninguém pudesse entrar. Lá fora o céu chamava por mim, o sol gritava o meu nome e o mar gemia para me ter mas nem isso me fez levantar da cama, estava completamente hipnotizada pelo telemóvel que me chamava a atenção a todos os minutos.
Ele iria ligar-me e eu não o queria fazer esperar muito, os príncipes não esperam, então tinha de estar disponível só para ele... Mesmo não me vendo eu arranjei-me, meti o meu melhor baton, respirei bem fundo para saber se não tinha exagerado no perfume e deitei-me na cama à espera da tal chamada, só consegui pensar na voz dele, do que me iria dizer, já não falávamos desde que ele tinha partido.
Comecei então a pensar as piores coisas, ele iria tratar-me como uma rapariga como as outras, já não me iria chamar de princesa nem dizer aquelas palavras que eu tanto gostava de ouvir.
Então comecei a temer aquela chamada e a recear o que poderia ouvir, de repente comecei a pensar como poderia estar tudo diferente na cabeça dele, poderia eu estar a levantar imensa expectativa em algo que não era visto da mesma forma.
O telemóvel começa a tocar e a vibração era cada vez mais intensa, já não havia maneira de voltar atrás ou atendia, ou desligava ou então deixava simplesmente tocar sem atender.
Já tinha esperado tanto tempo, aquela voz já não me suava nos ouvidos à tanto tempo, eu tinha de atender, tinha de lhe dizer o quanto estou ansiosa por voltar a tocar-lhe, o quanto quero falar com ele... "Estou sim? Maria és tu?" - estava igual, continuava doce e sedutora, o tempo não tinha estragado nada daquela que teria sido durante muito tempo a música para os meus ouvidos - "Sim David, sou eu, já tinha saudades de te ouvir", " também eu princesa"- não queria acreditar... tinha-me dado um pasmo naquele momento, ele não se tinha esquecido daquela palavra, daquele nome que sempre me chamou, ele tinha-me chamado de princesa - "Maria... está tudo bem ou não tenho rede? não te consigo ouvir!", "Meu amor não me ouves porque eu também não estou a falar, não acredito sequer que estou a ouvir-te, já passou tanto tempo e parece que esta é a nossa primeira chamada..." - lágrimas? Existiu muitas, mas de alegria; saudade? Ainda existiu mais; amor? Cresceu ao longo da conversa que durou horas e horas.
"Olha Maria gostavas de ir tomar café comigo para matar as saudades?", "David estou a ver que fizeste o que prometemos há tempos", "Como assim, o que é que prometemos?", "Um dia ligo-te para beber café, depois ensinas-me como é voltar a amar um grande amor"...
Ele iria ligar-me e eu não o queria fazer esperar muito, os príncipes não esperam, então tinha de estar disponível só para ele... Mesmo não me vendo eu arranjei-me, meti o meu melhor baton, respirei bem fundo para saber se não tinha exagerado no perfume e deitei-me na cama à espera da tal chamada, só consegui pensar na voz dele, do que me iria dizer, já não falávamos desde que ele tinha partido.
Comecei então a pensar as piores coisas, ele iria tratar-me como uma rapariga como as outras, já não me iria chamar de princesa nem dizer aquelas palavras que eu tanto gostava de ouvir.
Então comecei a temer aquela chamada e a recear o que poderia ouvir, de repente comecei a pensar como poderia estar tudo diferente na cabeça dele, poderia eu estar a levantar imensa expectativa em algo que não era visto da mesma forma.
O telemóvel começa a tocar e a vibração era cada vez mais intensa, já não havia maneira de voltar atrás ou atendia, ou desligava ou então deixava simplesmente tocar sem atender.
Já tinha esperado tanto tempo, aquela voz já não me suava nos ouvidos à tanto tempo, eu tinha de atender, tinha de lhe dizer o quanto estou ansiosa por voltar a tocar-lhe, o quanto quero falar com ele... "Estou sim? Maria és tu?" - estava igual, continuava doce e sedutora, o tempo não tinha estragado nada daquela que teria sido durante muito tempo a música para os meus ouvidos - "Sim David, sou eu, já tinha saudades de te ouvir", " também eu princesa"- não queria acreditar... tinha-me dado um pasmo naquele momento, ele não se tinha esquecido daquela palavra, daquele nome que sempre me chamou, ele tinha-me chamado de princesa - "Maria... está tudo bem ou não tenho rede? não te consigo ouvir!", "Meu amor não me ouves porque eu também não estou a falar, não acredito sequer que estou a ouvir-te, já passou tanto tempo e parece que esta é a nossa primeira chamada..." - lágrimas? Existiu muitas, mas de alegria; saudade? Ainda existiu mais; amor? Cresceu ao longo da conversa que durou horas e horas.
"Olha Maria gostavas de ir tomar café comigo para matar as saudades?", "David estou a ver que fizeste o que prometemos há tempos", "Como assim, o que é que prometemos?", "Um dia ligo-te para beber café, depois ensinas-me como é voltar a amar um grande amor"...
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