Adele - Set Fire to the Rain

sexta-feira, 27 de maio de 2011

"Mas nada é indiferente, e nada acontece só por acaso"

Já chorei só pelo simples facto de precisar, já chorei por não aguentar mais, já sorri porque necessitava, já sorri para ver os outros a sorrir, já sofri por cometer erros, já sofri por fazer os outros sofrer, já amei quem não devia ter amado, já corri para para ter um abraço, já menti para não magoar, já ignorei quem me amava, já consegui lutar por um sonho, já amei, já sofri por mínimas coisas, já me sentei na areia para ver o mar, já ajudei sem saber que ajudava, já ouvi as palavras mais lindas, já escrevi só porque necessitava, já ouvi e pensei no que tinha ouvido, já vi coisas lindas, já me arrependi das minhas acções , já eliminei varias recordações para as nunca mais relembrar, já segui em frente para esquecer o passado, já menti nos meus sentimentos, já cresci , já fui feliz pelo simples facto de precisar de o ser, já fiquei envergonha por um simples olhar (…)

domingo, 22 de maio de 2011

O tal prometido

Bati a porta como se algo de grave se tratasse, puxei a cadeira e coloquei-a encostada para que ninguém pudesse entrar. Lá fora o céu chamava por mim, o sol gritava o meu nome e o mar gemia para me ter mas nem isso me fez levantar da cama, estava completamente hipnotizada pelo telemóvel que me chamava a atenção a todos os minutos.
Ele iria ligar-me e eu não o queria fazer esperar muito, os príncipes não esperam, então tinha de estar disponível só para ele... Mesmo não me vendo eu arranjei-me, meti o meu melhor baton, respirei bem fundo para saber se não tinha exagerado no perfume e deitei-me na cama à espera da tal chamada, só consegui pensar na voz dele, do que me iria dizer, já não falávamos desde que ele tinha partido.
Comecei então a pensar as piores coisas, ele iria tratar-me como uma rapariga como as outras, já não me iria chamar de princesa nem dizer aquelas palavras que eu tanto gostava de ouvir.
Então comecei a temer aquela chamada e a recear o que poderia ouvir, de repente comecei a pensar como poderia estar tudo diferente na cabeça dele, poderia eu estar a levantar imensa expectativa em algo que não era visto da mesma forma.
O telemóvel começa a tocar e a vibração era cada vez mais intensa, já não havia maneira de voltar atrás ou atendia, ou desligava ou então deixava simplesmente tocar sem atender.
Já tinha esperado tanto tempo, aquela voz já não me suava nos ouvidos à tanto tempo, eu tinha de atender, tinha de lhe dizer o quanto estou ansiosa por voltar a tocar-lhe, o quanto quero falar com ele... "Estou sim? Maria és tu?" - estava igual, continuava doce e sedutora, o tempo não tinha estragado nada daquela que teria sido durante muito tempo a música para os meus ouvidos - "Sim David, sou eu, já tinha saudades de te ouvir", " também eu princesa"- não queria acreditar... tinha-me dado um pasmo naquele momento, ele não se tinha esquecido daquela palavra, daquele nome que sempre me chamou, ele tinha-me chamado de princesa - "Maria... está tudo bem ou não tenho rede? não te consigo ouvir!", "Meu amor não me ouves porque eu também não estou a falar, não acredito sequer que estou a ouvir-te, já passou tanto tempo e parece que esta é a nossa primeira chamada..." - lágrimas? Existiu muitas, mas de alegria; saudade? Ainda existiu mais; amor? Cresceu ao longo da conversa que durou horas e horas.
"Olha Maria gostavas de ir tomar café comigo para matar as saudades?", "David estou a ver que fizeste o que prometemos há tempos", "Como assim, o que é que prometemos?", "Um dia ligo-te para beber café, depois ensinas-me como é voltar a amar um grande amor"...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um dia:

Encostou-se à berma da estrada. Estava exausta, não só de andar. Estava cansada da monotonia dos seus dias, das eternas discussões e da inquietante dor que sentia. Todos os dias... Ela só queria que aquele fosse a excepção. Pedia pouco: apenas e somente um dia em que pudesse ser ela mesma, em que pudesse ser espontânea e, se não fosse demasiado, poder sorrir. Ela merecia-o, e isso todos sabiam. A razão pela qual se tinha transformado assim, numa pessoa triste e só é que ninguém conhecia.
Sentara-se e pensava. Pensava que tinha mesmo de agir, de mudar, de lutar contra tudo e todos, tinha de ultrapassar este tão grande obstáculo que se encontrava na sua vida à demasiado tempo, e que tentava contornar por diversas vezes, mas em vão. Teria mesmo de o enfrentar, subir até ao cume, e descer. Teria de arriscar, é verdade, mas o que seria da vida sem desafios? O que seria a vida sem obstáculos?
Soltou o cabelo e deixou que o vento a ajudasse a decidir o que fazer.

domingo, 15 de maio de 2011

"In my mind there is also inner beauty"

Ela chorava, não sabia ao certo o porquê desse acontecimento, mas chorava... as lágrimas começavam a cair, escorrendo umas atrás de outras, era tudo tão forçado e ao mesmo tempo tão natural.
O pensamento simplesmente vagueava por aí, sem destino e sem hora marcada para deixar de percorrer todas as memórias que ela tinha, era arrepiante saber que não podia controlar o poder da sua mente, deixava-se levar por o que estava destinado. As memórias eram tantas, os medos eram mais que imensos mas o que era mais estranho era que em todos esses momentos estava presente uma única pessoa... Era essa mesma pessoa a responsável por todas as mágoas e felicidades dela, não a poderia culpar por ter aquelas gotas de águas ainda presentes na sua face, não sabemos ao certo se chorava de felicidade ou se não aguenta mais viver com o vazio no seu coração.
Acredito que ela tenha desistido dele não porque está farta de lutar mas sim porque já não tem capacidades para sofrer mais, notasse nos seus olhos... Estão escuros, cansados, ela viveu para ele e neste momento ninguém viveu para ela.
Ela não lhe pedia muito, pedia apenas um abraço ou até mesmo um aperto de mão, ela apenas queria saber que o tinha ao lado dela para toda e qualquer circunstância e ele não soube aproveitar a sorte que lhe deram... Agora ela sente-se como se estivesse a morrer - ainda não parou de chorar - navegou pelo seu mar imenso, no meio de tempestades, sobreviveu a um naufrágio e continuou a ama-lo sempre e o que recebeu em troca? Nada, limitou-se a ver ao longe um adeus de despedida e a sentir um abandono... Hoje vive ressentida com a vida, hoje vive como se não basta-se só viver...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sou filha da Lua, ascendente do Sol. Já não me apego eternamente ao desejo, pois às vezes dou por mim a abraçar a razão. Não sou linear nem olho às aparências, vivo do que sou e do que tenho para dar. Em mim não existe começo nem fim, mas também não atendo a meios-termos. E sou assim, uns momentos inteira, outros em pedaços, mas sou única, nunca perfeita, mas tento ser sempre melhor. Não sou previsível. Sou uma louca, amante do romance e das ideologias mais acentuadas, admiro grandes qualidades. Mas adoro mesmo os pequenos defeitos, aqueles pormenores em que ninguém repara, pois são eles que nos caracterizam, são eles que me fazem sonhar e amanhã levantar-me para que cada dia seja sempre melhor.
Sou filha da lua. Quero sempre o vôo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quando sentires o teu inconsciente agitado, pega num lápis e escreve. Escreve nas paredes do teu quarto, no chão, na folha mais próxima. Escreve nas ondas do mar, escreve no ar, na lua, desenha na areia. Escreve o que vai em ti e principalmente, o que habita no teu coração. Escreve ódio, escreve amor, saudade, amizade, sabores da vida. Mas escreve, escreve sempre até sentires que as palavras te consolem a alma.